Você passa a sua vida tentando se sentir encaixado. Não digo tentando se encaixar, são duas coisas diferentes
Ai então, vem alguém que te rouba. Rouba o seu coração e cuida dele, como se fosse o tesouro mais precioso.
Mas um dia, isso acha de acabar. E acaba.
O mundo começa a cair aos pouquinhos, você segura cada pedaço e cola, mas a cola seca e tudo volta a ruir. Quando você sentia pertencer-se a alguém, havia uma cumplicidade - surda e cega - nunca muda.
E quando acaba, aquela pessoa que te tocou voa para tão longe que se faz impossível tê-la de novo, e você, tocado, permanece aonde está. Sem pertencer a ninguém, sozinho e perdido nas emoções, cada vez mais perto de uma borda, de um limite imaginário.
Depois que você é tocado uma primeira vez, depois que você se sente pertencendo a alguém uma primeira vez, você nunca mais é o mesmo.
"Cheiro de menta e pipoca, Gosto de tomate, Vontade de chiclete. E tudo isso com pimenta"
Quem sou eu
- R.
- Me abre, me lê, confessa. Sou eu quem sei todos os seus segredos traduzidos em meus conflitos. Vem
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
sentir
Hoje eu tenho certeza que não acordei, amanheci.
E amanheci com aquela sensação que parece um vazio que a gente as vezes nem consegue descrever, um misto de vazio e ansiedade, porque de alguma maneira a gente sabe que existe alguém para preenchê-lo.
Amanheci com a triste certeza da realidade.
Amanheci com um gosto amargo, que nem de longe era do perfume dele.
Amanheci.
E amanheci com aquela sensação que parece um vazio que a gente as vezes nem consegue descrever, um misto de vazio e ansiedade, porque de alguma maneira a gente sabe que existe alguém para preenchê-lo.
Amanheci com a triste certeza da realidade.
Amanheci com um gosto amargo, que nem de longe era do perfume dele.
Amanheci.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Violão
Cansado - provavelmente o adjetivo que melhor se encaixava em mim naquele momento. Andava com o ar de sonhos partidos e o cansaço que o sol trazia.
Na minha cruzada eu já havia passado por tanto que nem me lembrava mais o que tinha me trazido ali, mas de repente, um som tímido e meio desajeitado chamou a minha atenção.
Vinha de um daqueles prédios, de uma janela entreaberta, tão tímida quanto o som. Mas ele veio de novo, cada vez mais agradável e sensual.
De alguma maneira aquilo me conquistava, não era música nenhuma que eu conhecesse, apenas algumas notas soltas - alguém resolveu afinar o violão.
Mas eu estava absorto por aquilo, o que eram notas desajeitadas tornaram-se uma melodia íntima para mim, e só para mim...
As outras pessoas - pobres mortais - nem se davam o luxo de escutar tal melodia.
E então, em questão de minutos, todo aquele amor idealizado se materializou na forma da música que estava sendo tocada, e eu, apaixonado por quem quer que estivesse tocando. Aquela música continuou ressonando por toda a minha noite, junto com aquele "platonicismo" que apenas a mim era permitido.
Me desculpem vocês, mas viver apaixonado é sempre refrescante.
Na minha cruzada eu já havia passado por tanto que nem me lembrava mais o que tinha me trazido ali, mas de repente, um som tímido e meio desajeitado chamou a minha atenção.
Vinha de um daqueles prédios, de uma janela entreaberta, tão tímida quanto o som. Mas ele veio de novo, cada vez mais agradável e sensual.
De alguma maneira aquilo me conquistava, não era música nenhuma que eu conhecesse, apenas algumas notas soltas - alguém resolveu afinar o violão.
Mas eu estava absorto por aquilo, o que eram notas desajeitadas tornaram-se uma melodia íntima para mim, e só para mim...
As outras pessoas - pobres mortais - nem se davam o luxo de escutar tal melodia.
E então, em questão de minutos, todo aquele amor idealizado se materializou na forma da música que estava sendo tocada, e eu, apaixonado por quem quer que estivesse tocando. Aquela música continuou ressonando por toda a minha noite, junto com aquele "platonicismo" que apenas a mim era permitido.
Me desculpem vocês, mas viver apaixonado é sempre refrescante.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Analista
Quase como um diário de bordo, mas mais parecido com um manual de instruções.
Desde o fatídico dia do fim, eu o preencho com as mais variadas esquisitices, só pra ver se te esqueço.
Mas hoje, hoje eu não consegui. Fraquejei.
Queria ouvir a sua voz e te ter de volta.
Acordei e algo muito próximo ao vazio se instalava no meu peito. Pensei que, por mais que demorasse, uma mensagem sua o preencheria e então lembrei-me: não existem mais mensagens suas - não novas, fresquinhas - só as velhas que guardo para espiar e sofrer um pouquinho de vez em quando.
Mesmo sabendo disso, o coração palpitava e se enchia de alegria com o menor toque do celular. Para logo depois voltar ao seu lugar de origem.
Não sei, mas acho que já se esqueceu de mim...
Eu só queria dizer que ainda não estou pronto - Volta, por favor.
Desde o fatídico dia do fim, eu o preencho com as mais variadas esquisitices, só pra ver se te esqueço.
Mas hoje, hoje eu não consegui. Fraquejei.
Queria ouvir a sua voz e te ter de volta.
Acordei e algo muito próximo ao vazio se instalava no meu peito. Pensei que, por mais que demorasse, uma mensagem sua o preencheria e então lembrei-me: não existem mais mensagens suas - não novas, fresquinhas - só as velhas que guardo para espiar e sofrer um pouquinho de vez em quando.
Mesmo sabendo disso, o coração palpitava e se enchia de alegria com o menor toque do celular. Para logo depois voltar ao seu lugar de origem.
Não sei, mas acho que já se esqueceu de mim...
Eu só queria dizer que ainda não estou pronto - Volta, por favor.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Só
Não como, não durmo.
Não como gente normal.
Acabou, pela minha infelicidade, acabou. E eu quero achar de me acabar, em qualquer lugar desses bem longe de vocês, de tudo.
Acabou pra mim,
Não como gente normal.
Acabou, pela minha infelicidade, acabou. E eu quero achar de me acabar, em qualquer lugar desses bem longe de vocês, de tudo.
Acabou pra mim,
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Conta pra mim
Como é se sentir esquecido, esperando um telefonema que nunca vem?
Ou uma mensagem, pra não dizer carta, contendo apenas uma linha de poucas palavras rabiscadas.
Me diz como é saber que eu estou aproveitando cada segundo dos meus dias sem você, em qualquer lugar... Ah! Se não precisar, eu nem faço questão de voltar.
Aliás, me conta como é achar que, pra mim, as vezes você nem existe.
Não consegue, não é?
Cada uma dessas sensações vêm me assombrando da pior maneira possível desde que você foi... e não voltou, não por completo, não alguém que eu ainda conheça.
Mas entra, a casa continua sendo sua. Açúcar ou adoçante? - Haha. Até parece que eu não sei que você não toma café.
Agora vai, saia daqui com a cabeça erguida, para que a minha última lembrança sua seja a mais bonita de todas.
Obrigado, por me mostrar o quanto eu não sou mais especial para você.
Ou uma mensagem, pra não dizer carta, contendo apenas uma linha de poucas palavras rabiscadas.
Me diz como é saber que eu estou aproveitando cada segundo dos meus dias sem você, em qualquer lugar... Ah! Se não precisar, eu nem faço questão de voltar.
Aliás, me conta como é achar que, pra mim, as vezes você nem existe.
Não consegue, não é?
Cada uma dessas sensações vêm me assombrando da pior maneira possível desde que você foi... e não voltou, não por completo, não alguém que eu ainda conheça.
Mas entra, a casa continua sendo sua. Açúcar ou adoçante? - Haha. Até parece que eu não sei que você não toma café.
Agora vai, saia daqui com a cabeça erguida, para que a minha última lembrança sua seja a mais bonita de todas.
Obrigado, por me mostrar o quanto eu não sou mais especial para você.
sábado, 28 de julho de 2012
Lições
Recostado na parede fria, numa dessas noites quentes de verão, eu me perdia na incerteza da palavra mais certa que você nunca me disse - "adeus".
E assim se fazia a minha noite; entre o copo que subia e descia, pousava e repousava sobre o papel, o cigarro que me matava e Bethânia a gritar no rádio. Eu estava mais uma vez perdido.
Uma piscada de olhos errada e minha mente afundava com a ajuda de centenas de mãos para um desses cantinhos escuros da nossa memória, aqueles cujo tempo, ao invés de curar, tira de ser centro das atenções.
Aos poucos eu me lembrava do seu cheiro, do seu gosto, do seu tato, do seu sexo. De repente já estava sorrindo, brincando com você nas minhas lembranças mais gostosas aonde o vinho ajudava a torná-las o mais real possível.
Eu queria você de volta - mas de volta de onde? Se nem acabado a nossa relação tinha - sim, a nossa relação nunca acabou fisicamente mesmo eu sabendo que não éramos mais os mesmos - perdão, não somos mais os mesmos - eu me forçava a acreditar nisso pra conseguir perceber que mesmo juntos, como namorados, não estamos passando de bons amigos.
Eu tomava o última gole do vinho, esperando uma ligação que nunca chegaria. Você estava longe, assim como eu.
- É, é melhor acabar - Pensei com uma lágrima forçando a cair dos olhos
E assim se fazia a minha noite; entre o copo que subia e descia, pousava e repousava sobre o papel, o cigarro que me matava e Bethânia a gritar no rádio. Eu estava mais uma vez perdido.
Uma piscada de olhos errada e minha mente afundava com a ajuda de centenas de mãos para um desses cantinhos escuros da nossa memória, aqueles cujo tempo, ao invés de curar, tira de ser centro das atenções.
Aos poucos eu me lembrava do seu cheiro, do seu gosto, do seu tato, do seu sexo. De repente já estava sorrindo, brincando com você nas minhas lembranças mais gostosas aonde o vinho ajudava a torná-las o mais real possível.
Eu queria você de volta - mas de volta de onde? Se nem acabado a nossa relação tinha - sim, a nossa relação nunca acabou fisicamente mesmo eu sabendo que não éramos mais os mesmos - perdão, não somos mais os mesmos - eu me forçava a acreditar nisso pra conseguir perceber que mesmo juntos, como namorados, não estamos passando de bons amigos.
Eu tomava o última gole do vinho, esperando uma ligação que nunca chegaria. Você estava longe, assim como eu.
- É, é melhor acabar - Pensei com uma lágrima forçando a cair dos olhos
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