Eu o olhava fixamente. Tantas coisas tão vivas passavam pela minha cabeça ao mesmo tempo.
Senti um gosto amargo na boca, uma saudade inexplicável e uma vontade de poder abraçar denovo, foi quando percebi minhas mãos atadas por lembranças que eu não me orglhava em ter. Mas você veio, numa ação inesperada para ambos, você partiu a corrente que segurava minhas mãos.
Você estava tão perto denovo, sorrindo. Aquele sorriso que eu tanto amava.
Você estava perto denovo, tão perto que deixamos aquelas lembranças assustadoras para trás e deixamos a nossa amizade fluir denovo.
"Cheiro de menta e pipoca, Gosto de tomate, Vontade de chiclete. E tudo isso com pimenta"
Quem sou eu
- R.
- Me abre, me lê, confessa. Sou eu quem sei todos os seus segredos traduzidos em meus conflitos. Vem
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Eu Te Amo
E tudo fica tão sem graça quando não tem o seu cheiro, a sua presença e nem mesmo traços do seu sorriso, deixados pelo ar e fixados a ferro quente em minha memória.
Não tenha medo, não de mim.
Não tenha medo, não de mim.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Olhe pra mim
Não posso mais fingir que não sei o que acontece entre a gente. Seus deslizes, sua falta de atenção... apenas me convencem que você não é a pessoa certa. Mas certo ou errado, eu quero ter você.
Olhe em meus olhos e bem lá no fundo você verá todas aquelas palavras que eu nunca lhe disse, toda a minha vontade contida por você. Desespero-me ao ter essas sentimentalidades reveladas, mas olhe e diga sim pra mim, mesmo que eu lembre menos de você. Descorde de meus devaneios, não me importo com isso, apenas olhe pra mim e dê real significado a tudo o que senti por você.
Eu nunca disse que seria a pessoa certa para você, mas esqueçamos esses conceitos sem sentido e vamos viver uma noite de luar ou uma manhã ensolarada de domingo. Mas não diga nada, apenas olhe para mim aqui e agora.
Olhe em meus olhos e bem lá no fundo você verá todas aquelas palavras que eu nunca lhe disse, toda a minha vontade contida por você. Desespero-me ao ter essas sentimentalidades reveladas, mas olhe e diga sim pra mim, mesmo que eu lembre menos de você. Descorde de meus devaneios, não me importo com isso, apenas olhe pra mim e dê real significado a tudo o que senti por você.
Eu nunca disse que seria a pessoa certa para você, mas esqueçamos esses conceitos sem sentido e vamos viver uma noite de luar ou uma manhã ensolarada de domingo. Mas não diga nada, apenas olhe para mim aqui e agora.
sábado, 2 de outubro de 2010
Eu te levo
Perdido naquele lugar que ele não pertencia, escrevia absorto em seu costumeiro caderno cor-de-palha. A caneta subia e descia, o som dela riscando o papel só cessou quando algo chamou-lhe a atenção na janela de sua prisão, um passarinho azul bicava levemente a janela, como se quisesse entrar. Foi então quando ele deixou o caderno de lado e se encaminhou, vagarosamente e recuperando-se da enfermidade.
A janela era feita de vidro grosso e pesado, ele teve alguma dificuldade em abrir, mas depois de algumas tentativas, conseguiu. O pássaro não entrou, ao invés disso, ao abrir a janela ele sentiu o sol queimar sua pele e o vento entrar pela janela e bagunçar as folhas do seu caderno, ele tentou correr mas as suas limitações ainda eram muitas, o caderno balançava loucamente ao ritmo frenético do vento. Foi então que achou ter ficado louco de uma vez por todas, sentiu-se livre, como quem está caindo... caindo mas sem o chão para segurar. Durante esse tempo, ele sentiu todos os cheiros que lhe foram marcantes. Desde o aldeído da tangerina ao álcool daquele perfume especial.
Ele caiu, até que não pode mais. Acordou, algo doia muito, seu corpo estava doendo por inteiro, tão forte que o estava fazendo perder os sentidos, quase desacordado, ele ouvia pessoas gritando ao longe e uma correria à sua volta. Fechou os olhos e se perdeu no céu, voando com o pássaro para onde o vento quisesse. Mas o cheiro da tangerina nunca cessou
A janela era feita de vidro grosso e pesado, ele teve alguma dificuldade em abrir, mas depois de algumas tentativas, conseguiu. O pássaro não entrou, ao invés disso, ao abrir a janela ele sentiu o sol queimar sua pele e o vento entrar pela janela e bagunçar as folhas do seu caderno, ele tentou correr mas as suas limitações ainda eram muitas, o caderno balançava loucamente ao ritmo frenético do vento. Foi então que achou ter ficado louco de uma vez por todas, sentiu-se livre, como quem está caindo... caindo mas sem o chão para segurar. Durante esse tempo, ele sentiu todos os cheiros que lhe foram marcantes. Desde o aldeído da tangerina ao álcool daquele perfume especial.
Ele caiu, até que não pode mais. Acordou, algo doia muito, seu corpo estava doendo por inteiro, tão forte que o estava fazendo perder os sentidos, quase desacordado, ele ouvia pessoas gritando ao longe e uma correria à sua volta. Fechou os olhos e se perdeu no céu, voando com o pássaro para onde o vento quisesse. Mas o cheiro da tangerina nunca cessou
domingo, 19 de setembro de 2010
Presença inquietante
Deitados numa mesma cama, que ensaiava ser grande o suficiente para nós dois. A única coisa que nos separava era aquele lençol branco e velho, remendado como um trapo, mas separava a união de dois corpos quase incandescentes de desejo.
Com um ímpeto colossal, venci a inércia do lençol e o joguei para o lado, e sem pensar duas vezes, colei meu corpo no seu e nos entregamos ao desejo que permeava nossas mentes e nossos corpos febris.
Não importava se tínhamos espectadores, eu não os via, mas tinha certeza de que estavam ali, dividindo o mesmo cômodo que nós e querendo participar da violenta reação que ocorria, aonde nossos corpos eram os reagentes. Nessa desordem crescente perdemos a noção do tempo, e já quase amanhecia quando nossos corpos estavam mais uma vez separados por aquela presença inquietante do lençol branco.
Com um ímpeto colossal, venci a inércia do lençol e o joguei para o lado, e sem pensar duas vezes, colei meu corpo no seu e nos entregamos ao desejo que permeava nossas mentes e nossos corpos febris.
Não importava se tínhamos espectadores, eu não os via, mas tinha certeza de que estavam ali, dividindo o mesmo cômodo que nós e querendo participar da violenta reação que ocorria, aonde nossos corpos eram os reagentes. Nessa desordem crescente perdemos a noção do tempo, e já quase amanhecia quando nossos corpos estavam mais uma vez separados por aquela presença inquietante do lençol branco.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Miragem
Debaixo do sol escaldante, em um breve delírio de febre tersã, eu senti que meu corpo falhava. Senti minha visão desligar-se da vida e seguido de uma queda livre. Mas antes que o meu corpo inconsciente encontrasse o chão de terra, senti que alguem me segurava. Eu não podia distinguir quem era, meus olhos não me obedeciam. Mas eu sabia que poderia confiar em tal pessoa que evitou a minha queda. Senti então um abraço apertado e um cheiro que eu conhecia de longe. Senti em meus lábios, os seus lábios, que agora me faziam recuperar o sentido aos poucos.
Eu guardei e aguardei tudo e todos. Esperei até que a lua anuciasse o frio da noite, para então poder te guardar em meus abraços. Abraços que nunca divide com ninguem, abraços que estavam guardados pra ti.
Sentia-me enjoado, o balanço do transporte não me fazia bem... dormi até que não pude mais, e então virei-me de lado para poder ver em seus olhos aquela cumplicidade que jamais vi em nenhuma outra pessoa. Eu sabia que, independente do tempo que durasse, seria uma experiência incrível.
Eu guardei e aguardei tudo e todos. Esperei até que a lua anuciasse o frio da noite, para então poder te guardar em meus abraços. Abraços que nunca divide com ninguem, abraços que estavam guardados pra ti.
Sentia-me enjoado, o balanço do transporte não me fazia bem... dormi até que não pude mais, e então virei-me de lado para poder ver em seus olhos aquela cumplicidade que jamais vi em nenhuma outra pessoa. Eu sabia que, independente do tempo que durasse, seria uma experiência incrível.
Precisa de um final...
Tinha tanto para lhe escrever, mas agora pareciam apenas palavras ao vento. Eu perdi a capacidade de junta-las em uma poesia, ou numa prosa... até em uma simples carta que fosse. Eu gostaria que não houvesse necessidade para essa ou outras cartas que eu venha a lhe mandar em um futuro não muito distante, eu só queria poder sentir seu perfume ao vento e presenciar você mais uma vez ao meu redor.
Assinar:
Postagens (Atom)