Porque eu já não consigo mais fazer aquelas palavras, sem razão, sem noção, tornem-se aqueles poemas de amor que eu tanto sonhei em dedica-los?
Será que eu sou assim, frio como uma daquelas travesses de aço que costumamos ter na cozinha?
Ultimamente a cozinha tem me servido como um prato cheio para as metáforas que ouso em arranhar. Queria continuar sendo aquele prato cheio e bem-servido, palavras a não me faltarem e poemas de amor, por assim se dizer, continuarem a jorrar gostosos de mim, como aquele vinho tinto.
Mas não há vinho, não há prato cheio.
Há somente a frigidez, a rigidez e a inapetência.
Por favor, porque não posso voltar a ser o que sempre achei que fosse?
"Cheiro de menta e pipoca, Gosto de tomate, Vontade de chiclete. E tudo isso com pimenta"
Quem sou eu
- R.
- Me abre, me lê, confessa. Sou eu quem sei todos os seus segredos traduzidos em meus conflitos. Vem
terça-feira, 22 de novembro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Imagem-ação
Escuro, mas em meus ouvidos os violinos sincronizados e orquestrados faziam a festa. Aquelas imagens, como na mente de um animal, monocromáticas. Rodopiavam ao som e ritmo da música, arrepiando-me, arrepiando-o.
Sem delongas aquela imagem... ação... e por obra da minha imaginação desmedida, voltava cada vez mais nítida, cada vez mais marcada em minha pele como a tinta que colore o papel.
Dois, ou um.
Beijo interminável de corpos que faiscavam ao toque. A música corria, e sem pressa as roupas iam caindo.
Aquela camisa xadrez que eu despi como se fosse um presente, e a calça que me foi tirada como de assalto, jaziam no chão ao lado daqueles corpos já entrelaçados.
A música atingia seu ápice, assim como aquelas respirações profundas anunciavam.
Até que a música se apagou. O silêncio e o vazio voltaram ao meu redor
Sem delongas aquela imagem... ação... e por obra da minha imaginação desmedida, voltava cada vez mais nítida, cada vez mais marcada em minha pele como a tinta que colore o papel.
Dois, ou um.
Beijo interminável de corpos que faiscavam ao toque. A música corria, e sem pressa as roupas iam caindo.
Aquela camisa xadrez que eu despi como se fosse um presente, e a calça que me foi tirada como de assalto, jaziam no chão ao lado daqueles corpos já entrelaçados.
A música atingia seu ápice, assim como aquelas respirações profundas anunciavam.
Até que a música se apagou. O silêncio e o vazio voltaram ao meu redor
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Memória remota
encontrar. sentir. viver.
e tudo como foi daquela vez.
ouvir. cheirar. chorar
um ciclo interminável.
e tudo como foi daquela vez.
ouvir. cheirar. chorar
um ciclo interminável.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Hollow
Mas, por mais e sem saber, eu vou me afundando.
Um buraco, ou talvez apenas a continuação inconsistente do meu próprio ser se desmantela e vai se esvaindo. Hoje ela flui com a viscosidade de um mel, mas apenas por aquele tempo indeterminado que não sei aonde começa ou quando acaba, só sei que tenho medo do que está por vir... Ou do que já chegou.
Sinto aquele medo, aquela ausência e angústia que senti há muito tempo atrás e me perco nela novamente. e caio. levanto. sozinho...
sozinho...
zinho...
inho...
o...
Um buraco, ou talvez apenas a continuação inconsistente do meu próprio ser se desmantela e vai se esvaindo. Hoje ela flui com a viscosidade de um mel, mas apenas por aquele tempo indeterminado que não sei aonde começa ou quando acaba, só sei que tenho medo do que está por vir... Ou do que já chegou.
Sinto aquele medo, aquela ausência e angústia que senti há muito tempo atrás e me perco nela novamente. e caio. levanto. sozinho...
sozinho...
zinho...
inho...
o...
sábado, 13 de agosto de 2011
Ei você
Só queria saber.
Me vejo em espelho mais limpo da reflexão da minha alma.
Me lê como se não houvessem segredos ou traumas e ainda consegue decifrar o que nem mesmo qualquer daquelas sinápses me diz. E sofre, sofre aquilo que já passei como se fosse mais um eu no meu peito. E grita como se assim pudesse aliviar aquela dúvida: Petrificado ou curado? Vivendo em charlatanismo ou com o mais profundo dos sentimentos?
Grita, grita e me responde. Arranca todas essas perguntas como se as respostas fossem elas próprias.
E vive
Me vejo em espelho mais limpo da reflexão da minha alma.
Me lê como se não houvessem segredos ou traumas e ainda consegue decifrar o que nem mesmo qualquer daquelas sinápses me diz. E sofre, sofre aquilo que já passei como se fosse mais um eu no meu peito. E grita como se assim pudesse aliviar aquela dúvida: Petrificado ou curado? Vivendo em charlatanismo ou com o mais profundo dos sentimentos?
Grita, grita e me responde. Arranca todas essas perguntas como se as respostas fossem elas próprias.
E vive
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Clichês acabam assim
...foi quando ele virou pra mim e disse que nada mais fazia sentido, me pegou nos braços e me deu um beijo com gosto de fim.
eu falei, um som quase inaudível:
- Eu vou guardar esse beijo até o dia em que nos reencontrarmos.
ele entrou no avião sem olhar pra trás e sem dizer tchau ou hesitar com medo. Ele sabia o que queria e eu não sabia que havia perdido o amor da minha vida para aquelas nuvens.
alguns minutos depois, meu celular tocou e eu pude ler as suas palavras de adeus:
"Eu queria dizer que não é um adeus, e sim um até logo... mas não tenho mais certeza de nada."
eu falei, um som quase inaudível:
- Eu vou guardar esse beijo até o dia em que nos reencontrarmos.
ele entrou no avião sem olhar pra trás e sem dizer tchau ou hesitar com medo. Ele sabia o que queria e eu não sabia que havia perdido o amor da minha vida para aquelas nuvens.
alguns minutos depois, meu celular tocou e eu pude ler as suas palavras de adeus:
"Eu queria dizer que não é um adeus, e sim um até logo... mas não tenho mais certeza de nada."
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Olhos
Olhos. Olhos cansados de uma noite em claro.
Olhos de quem esperou por nada.
Olhos de um amor preocupado.
Olhos de imaturos de ressaca, olhos
Me olhe, diga em meus olhos o que vai ser da gente.
Olhos não se encontram.
Olhos são cumplices do crime perfeito: o de se apaixonar.
Finalmente me diga, o que eu posso fazer quando você esquece seus olhos em cima de mim e me arrepia.
Não, pra mim ainda não acabou.
Eu só quero que você volte, pra mim, por mim, por nós.
Volta.
Olhos de quem esperou por nada.
Olhos de um amor preocupado.
Olhos de imaturos de ressaca, olhos
Me olhe, diga em meus olhos o que vai ser da gente.
Olhos não se encontram.
Olhos são cumplices do crime perfeito: o de se apaixonar.
Finalmente me diga, o que eu posso fazer quando você esquece seus olhos em cima de mim e me arrepia.
Não, pra mim ainda não acabou.
Eu só quero que você volte, pra mim, por mim, por nós.
Volta.
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